EDP corta luz<br> em bairros sociais
A EDP procedeu ao corte abrupto do fornecimento de electricidade em várias habitações de bairros sociais da cidade do Porto, entre os quais os do Lagarteiro e do Contumil, justificando esta medida com o não pagamento de contas em atraso.
Segundo a Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP este é «um plano de cortes coercivos de fornecimento de electricidade dirigido para os bairros sociais, o que representa uma opção assente em critérios economicistas, profundamente injusta e até reveladora de uma abordagem estigmatizante de uma população vítima de grande fragilização social», havendo mesmo «relatos de famílias com pessoas deficientes e crianças, mesmo bebés, no seu agregado que ficaram subitamente sem energia eléctrica».
Estes cortes ao serviço de electricidade não se resumem apenas aos bairros sociais. Em Dezembro, a DORP alertou para o facto de, entre Janeiro a Outubro de 2012, ter sido cortado fornecimento de electricidade a mais de 196 famílias e empresas por dia no distrito do Porto.
Para os comunistas, a multiplicação destes casos é ainda mais escandalosa perante os sucessivos anúncios de lucros milionários da EDP. Só nos primeiros nove meses deste ano acumulou cerca de 800 milhões de euros.
Solidariedade
A DORP do PCP condenou, de igual forma, o encerramento da extensão de Azevedo do Centro de Saúde de Campanhã, uma das zonas mais carenciadas da cidade do Porto. «Depois de encerrar a estação dos CTT, que foi substituída por um posto à responsabilidade da Junta de Freguesia, e de tentarem encerrar a esquadra da PSP, objectivo adiado pela luta das populações, procura agora o Governo tirar à população de Azevedo a sua unidade pública de saúde», exortaram os comunistas, que manifestam a sua solidariedade com «os justos protestos que os utentes estão a realizar em defesa do direito à saúde» e exaltam a população «a não desistir de se bater para continuar a ter em Azevedo uma unidade pública de serviços primários de saúde».